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maximize-se x minimize-se


essa todo mundo viu! as duas diretrizes, muito além de serem duas das tatuagens do ex BBB Max, trazem uma veia latente do mundo contemporâneo - vanguardistas que valorizam mais as interações pessoais e menos as materiais.
independente de classe social, faixa etária, grau de instrução...cultura é algo que todos nós temos, já diziam os antropólogos do século XIX: somos cultura!
cada povo tem uma relação simbiótica entre sua herança cultural e o meio em que vive – apesar de parecer a mesma coisa, são fatores distintos na formação da cultura de cada lugar no âmbito indivíduo x meio. mesmo inseridos no meio social continuamos UNO. somos fracionados em filhos, irmãos, cônjuges, profissionais, pais, amigos...mas permanecemos UNO.
assim fazemos nossas escolhas, consumimos, decretamos, elegemos o que é pertinente a essa ''S.A.'' chamada ''EU''.
e o design acompanha a evolução da interiorização humana, onde a massificação de oferta encontra a vertente minimalista de consumo.
em voga há algum tempo, o consumo consciente – ou seja, o melhor é o suficiente e o já batido jargão menos é mais - tem despertado, em progressão geométrica, a criatividade de empresas e consumidores ao redor do mundo.
uma das idéias que me chamou a atenção foi a da MUJI, uma empresa japonesa com um conceito minimalista de bens de consumo, que conta com uma equipe de designers de produto que projetam o que há de mais simples, duradouro e adaptável para o cotidiano das pessoas. a Muji está mais para um conceito de vida do que para uma loja.
“Muji não é uma marca. a Muji não faz produtos da moda ou individualistas, nem mesmo reflete a popularidade do seu nome nos preços. Muji cria produtos para uma visão geral de futuro. isso significa que não criamos produtos que seduzem os consumidores. gostaríamos que nossos consumidores tivessem um sentimento racional de satisfação.”
em contrapartida percebem-se movimentos como o “life is for sharing” - slogan da nova campanha da T-Mobile, operadora de celular que atua nos estados unidos e europa.
se a muji minimiza, a t-mobile visivelmente maximiza!
em plena liverpool street station (estação de metrô de londres), a empresa fez uma ação de três minutos onde colocou 350 dançarinos, requebrando em vários ritmos. gravaram a performance, a reação e a energia da galera que estava dançando junto, assistindo, se divertindo e pronto!
amazing uh? a empresa conseguiu se auto promover de uma maneira sensacional e entrar totalmente na onda do slogan que “a vida é para compartilhar”, ou seja, mostrou que cada vez mais a gente precisa compartilhar momentos não só por meio de fotos, vídeos, ligações mas também no calor humano.
mínimo assim. máximo assim.
vale ver:

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